Tara Young holds an Ameraucana chicken which lays blue eggs in the family hen house in Norco on Wednesday, February 6, 2019. (Photo by Terry Pierson, The Press-Enterprise/SCNG)
Embora o coronavírus tenha estimulado medidas de paralisação de inúmeros serviços em diversas partes do Brasil, por enquanto o vírus não desacelerou a rotina nos matadouros e em outros setores da indústria da carne.
Na semana passada, a BRF, uma das maiores indústrias de processamento de carne no Brasil, informou que está operando normalmente, com o pleno funcionamento de suas instalações industriais, centros de distribuição, logística, cadeia de suprimentos e escritórios, embora alguns serviços estejam sendo realizados de forma remota em algumas de suas instalações corporativas.
A JBS, considerada a maior empresa de processamento de carne do mundo, explicou que continua com operações normais nas 32 unidades de processamento de carne bovina no Brasil, assim como em outros negócios.
O frigorífico Marfrig também declarou que a situação ainda não obrigou redução ou alteração no funcionamento de suas atividades. No entanto, a 4ª Vara do Trabalho de Criciúma, em Santa Catarina, havia determinado a paralisação das atividades da JBS e Seara Alimentos a partir de sábado (21) por causa do coronavírus.
Porém, a desembargadora Maria de Lourdes Leiria, do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, interviu e autorizou a continuidade das atividades.
“No caso da indústria frigorífica, é indene de dúvidas, inclusive porque consenso popular, que ela integra esse grupo, uma vez que desempenha importantíssima função destinada à alimentação da população em geral. (…) Logo, goza de prestígio legal diferenciado que protege a distribuição e comercialização de alimentos”, sustentou a magistrada.
A Global Meat News, um dos maiores portais de notícias da indústria da carne, publicou na semana passada que, mesmo com as adversidades, o setor continua mantendo um ritmo de produção normal em países como Irlanda e Estados Unidos.
No Brasil, cerca de 490,52 milhões de frangos, suínos e bovinos são mortos por mês para consumo, considerando estimativas de abate de animais com base em dados trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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