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Covid-19: Jovens veem mais vantagens em não consumir animais

“Não estão sozinhos porque a pesquisa revela que uma dieta vegana está se mostrando mais atraente para mais de um em cada dez (12%) dos britânicos (Foto: Squaremeal/Atis)

De acordo com uma pesquisa da Mintel, o interesse dos jovens britânicos por uma alimentação livre de alimentos de origem animal aumentou durante a pandemia de covid-19, chegando a 25% dos que estão na faixa etária de 21 a 30 anos.

“Não estão sozinhos porque a pesquisa revela que uma dieta vegana está se mostrando mais atraente para mais de um em cada dez (12%) dos britânicos [de todas as faixas etárias], chegando a um quarto entre os londrinos.”

Segundo a Mintel, isso vem ocorrendo porque as pessoas acreditam que uma boa dieta à base de vegetais pode ser mais benéfica para a saúde, além contribuir com o bem estar-animal e a redução de impacto ambiental.

“Um quarto dos britânicos diz que está comendo mais frutas e vegetais desde o início do surto. A geração Z (com 20 anos ou menos) (31%) e a geração Y (21-40) (27%) provavelmente manterão seus refrigeradores bem abastecidos com esses produtos saudáveis”, informa a Mintel.

“As pessoas querem que o mundo mude para melhor agora e estão procurando maneiras de demonstrar compaixão. Para os consumidores que tencionam fazer uma diferença positiva, cortar a proteína animal pode ser visto como uma maneira de enfrentar a crise climática, mostrar compaixão pela natureza e aumentar a ingestão de nutrientes”, diz o diretor associado da Mintel Food & Drink, Alex Beckett.

“Mesmo antes da disseminação da covid-19, estávamos vendo um interesse crescente em alimentos e bebidas à base de vegetais nos mercados globais. Pode ser que a pandemia esteja acelerando essa tendência. Por exemplo, na China, vimos vendas disparadas das novas opções de carne à base de vegetais na KFC e Pizza Hut.”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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