Quase 80 candidatos de várias regiões do Brasil assinaram uma carta de compromisso com o veganismo popular criada pela União Vegana de Ativismo (UVA).
“Defendemos 18 pautas prioritárias para as eleições de 2020, elencadas em quatro eixos temáticos – direitos dos animais; meio ambiente e educação; agricultura familiar, agroecologia e territórios; e saúde e nutrição”, informa a UVA.
No eixo direitos dos animais, a UVA cobra incentivo a campanhas que promovam a adoção responsável de animais e o desestímulo ao comércio de animais, assim como medidas que coíbem maus-tratos e abandono.
Também exige projetos voltados à proibição da eutanásia em animais saudáveis e substituição da tração animal por alternativas e novas oportunidades de emprego e qualificação profissional para carroceiros atuarem em outras atividades.
“É preciso criar ações de proibição de utilização de animais para esporte/entretenimento (atividades de caça, circos, rodeios, vaquejadas e etc.), ensino e testes para cosméticos”, acrescenta a UVA, que cita outras exigências ligadas aos direitos dos animais.
O documento também cobra viabilização de incentivos econômicos à produção e escoamento de alimentos de origem vegetal, de agricultura familiar, economia solidária e agroecológica/agroflorestal, fomentando participação nos processos de aquisição da merenda escolar e viabilizando a comercialização em feiras, possibilitando, assim, o acesso dos munícipes aos produtos.
Além disso, conforme a carta de compromisso, os candidatos devem apoiar a criação de políticas de incentivo à alimentação vegetariana estrita, valorizando alimentos in natura e minimamente processados, em escolas e demais estabelecimentos públicos e privados.
Clique aqui para conhecer a carta na íntegra e os candidatos que a assinaram.
Saiba Mais
Segundo a União Vegana de Ativismo, a partir da necessidade de promover o veganismo como um movimento social, em defesa da consideração moral de todos os animais, humanos e não humanos, a UVA tem se consolidado e expandido no decorrer dos últimos anos.
“Conta hoje com mais de 30 coletivos, em formação e ação, em diversos municípios do Brasil. Nessa ampla rede, com representantes de diferentes regiões do país, a UVA tem como cerne a concepção de que o veganismo deve se articular a outras lutas por justiça social, ser interseccional e disseminado de uma forma acessível e popular.”
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É tudo o que Mundo Vegano espera deles, que honrem o compromisso assumido, que façam jus às promessas e não se esqueçam que a prioridade é o respeito à vida de todas as espécies mas, verdade seja dita, se "macaco velho não mete a mão em cumbuca" e S. Tomé precisa ver para crer, nós também.