A Estônia aprovou esta semana um projeto de lei que proíbe a criação de animais para a indústria de peles. O resultado da votação não foi melhor do que o esperado, mas os defensores dos animais saíram vitoriosos por uma diferença de nove votos. Após a lei ser sancionada, quem atua no ramo terá até janeiro de 2026 para se adaptar à proibição.
A nova lei é resultado da campanhas de ativistas e do aumento da oposição à criação de animais com essa finalidade entre os estonianos. Em 2016, 69% da população já era contra a atividade. Já em 2020, uma pesquisa realizada pelo grupo de direitos animais Loomus revelou que esse percentual subiu para 75%.
No país, as maiores vítimas dessa indústria são raposas e visons. “Nós comemoramos com a Estônia hoje. É o primeiro país báltico a proibir a criação de animais para a indústria de peles. Parabenizamos grupos locais de bem-estar animal por seus anos de campanha para garantir a proibição”, declarou a diretora-executiva da Humane Society International (HSI), Claire Bass.
De 2015 a 2018, o número de fazendas que criam animais para a indústria de peles caiu de 41 para 25 na Estônia. Além disso, de acordo com o grupo de direitos animais Loomus, a maior fazenda dedicada a essa atividade na Estônia – que mantinha 160 mil animais – estava vazia em fevereiro deste ano.
Vale lembrar que a cada ano cresce na Europa o número de países proibindo a criação de animais com essa finalidade. Desde 2020, a pandemia de covid-19 também tem mostrado como a indústria de peles favorece um potencial cenário de disseminação de doenças zoonóticas – como ocorreu em 11 países – o que pode ser tão prejudicial para os humanos quanto para os animais. Clique aqui para saber mais a respeito.
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