"Uma mesa pequena e simples, com verduras cruas, talvez endívia, que ele mesmo picou com o cabo de uma faca longa" (Imagem: Reprodução)
“Desde o primeiro dia que cheguei a Maiorca [nas Ilhas Baleares – ao leste da Espanha], estou sendo tratado tão bem que chega a ser difícil declinar qualquer oferta de Dona Catalina. Uma vez me ofereceu uma grande variedade de embutidos escolhidos a dedo. Ela me disse: ‘Você pode comer, Don Antoni. Eu juro que foram preparados em casa.’ Agradeci e repliquei: ‘Infelizmente é a própria natureza que me impede de comê-los, Dona Catalina.’”
Uma mesa pequena e simples, com verduras cruas, talvez endívia, que ele mesmo picou com o cabo de uma faca longa. Depois de tudo pronto, parecia gaspacho sem caldo. Então protegeu o peito com o guardanapo e depois de se alimentar dos vegetais, serviu-se com uma maçã assada e metade de uma tangerina. Ele mesmo se servia, sem qualquer empregado. Esse foi o combustível do grande arquiteto naquele domingo de dezembro.
Importante nome do modernismo catalão, Antoni Gaudí, que era vegetariano, é considerado um dos maiores arquitetos do século 20. Informações que corroboram sua abstenção do consumo de animais estão na página 123 do livro “Gaudí”, de Gijs van Hensbergen, publicado em 2001; e página 108 do livro “Gaudí, Su Vida, Su Teoria, Su Obra”, de autoria de Cèsar Martinell i Brunet, publicado em 1967. Gaudí nasceu em Reus, na Catalunha, em 25 de junho de 1852 e faleceu em Barcelona em 10 de junho de 1926.
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