A startup SuperMeat inaugurou este mês em Tel Aviv, em Israel, o primeiro restaurante de carne cultivada em laboratório do país. A intenção é avaliar a receptividade de sua carne de frango que exigiu três anos de pesquisa e desenvolvimento.
“The Chicken”, que foi aberto ao lado da planta industrial da SuperMeat, permite que os clientes testemunhem o processo de criação da carne cultivada a partir de células. Segundo a startup, todas as medidas de prevenção para evitar contaminação por covid-19 foram tomadas dentro do restaurante.
“Nossa plataforma de produção é baseada em células-tronco aviárias que possuem a capacidade inata de se multiplicar indefinidamente, eliminando a necessidade de ter de retornar ao animal para produzir mais carne, essencialmente retirando os animais da equação”, diz o CEO da SuperMeat, Ido Savir.
Por enquanto, os clientes não precisam pagar pelo produto. Em troca, a SuperMeat pede que deem sua opinião antes de deixarem o restaurante. A estratégia é uma forma da startup se preparar para uma produção em grande escala.
Hoje, o principal item do cardápio é um búrguer de filé de frango servido em um brioche. “O búrguer tem sabor suculento de frango, crocante por fora e macio por dentro”, garante Savir.
Ele revelou também que, com base na opinião dos consumidores que participaram do painel de degustação, já é possível dizer que não é distinguível a carne cultivada da SuperMeat da carne de frango tradicional.
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