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Feijão-fava tem grande potencial como fonte de proteína no mercado vegano

Com um perfil nutricional diferenciado, o feijão-fava tem grande potencial como fonte de proteína na produção de alimentos veganos. Além disso, a leguminosa verde é rica em fibras, vitaminas e minerais, o que tem permitido sua categorização como “superalimento”. Outra vantagem é que a densidade favorece o seu uso como ingrediente no desenvolvimento de alternativas à carne.

Como resultado dessa percepção que envolve também novas utilizações, a estimativa é de que o mercado de feijão-fava gere uma receita global equivalente a mais de R$ 427 milhões até 2030, superando de longe a estimativa de R$ 283 milhões gerados em 2020, segundo pesquisa da Transparency Market Research (TMR).

“A rápida expansão da população vegana em todo o mundo e as crescentes preocupações com a saúde, como problemas cardiovasculares associados à carne vermelha, podem ajudar o mercado de feijão-fava a crescer. Outros benefícios, como fácil digestibilidade e metabolização, podem trazer amplas perspectivas de crescimento.”

Finlândia reconhece novo potencial do feijão-fava

Segundo os pesquisadores da Transparency Market Research, que analisaram e estudaram o feijão-fava e seu desempenho na indústria alimentícia, a previsão de taxa de crescimento anual composta do mercado da leguminosa deve ficar em torno de 4,2% ao ano até 2030.

Hoje, a Finlândia é um dos países que mais tem dado atenção a esse mercado sob uma ótica não convencional. Exemplo é o trabalho da foodtech Verso Food que já disponibilizou aos consumidores duas opções de carnes vegetais à base de feijão-fava. O produto é desenvolvido a partir de uma combinação de extrusão úmida e bioprocessamento.

Além disso, este ano o governo finlandês anunciou investimento equivalente a mais de R$ 12,6 milhões na produção de alternativas à carne que incluem o feijão-fava.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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