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Japoneses arrecadam US$ 312 milhões para produção de alternativas ao couro, lã e seda

Hoje a Spiber desenvolve seus produtos usando fermentação para formação de polímeros à base de plantas (Fotos: Spiber/Divulgação)

A empresa japonesa de biotecnologia Spiber arrecadou 312 milhões de dólares em uma rodada de investimentos. Os recursos serão utilizados na construção de uma instalação para produção em grande escala de materiais veganos biodegradáveis em substituição ao couro, lã e seda.

Hoje avaliada em um bilhão de dólares, a Spiber tem garantido um grande volume de recursos por meio da empresa de fundos de private equity Carlyle.

“Acreditamos que podemos ajudá-los a expandir seus negócios por meio de fusões, aquisições e expansões no exterior, para que sejam grandes o suficiente para estrear na bolsa de Tóquio ou no exterior”, informou a Carlyle em um comunicado neste mês de setembro.

Hoje a Spiber desenvolve seus produtos usando fermentação para formação de polímeros à base de plantas. Então podem ser usados na criação de versões veganas de couro, lã, seda e peles.

Spiber já é fornecedora de materiais inovadores

“Os materiais da Spiber são produzidos por meio de um processo de fermentação que usa açúcares e micróbios em vez de matérias-primas petroquímicas ou de origem animal”, informa a empresa de biotecnologia em seu site.

“A tecnologia exclusiva de fermentação microbiológica usada na produção de proteína fermentada mostra um potencial considerável para evitar preocupações éticas e ambientais, incluindo altas emissões de gases de efeito estufa frequentemente associadas às fibras animais comumente usadas.”

A Spiber já forneceu matéria-prima para artigos de vestuário da marca esportiva Goldwin e já trabalhou com a montadora Lexus, do grupo Toyota, na produção de assentos com tecidos livres do uso de animais.

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David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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