A organização em defesa dos animais Animal Equality publicou ontem (2) um vídeo em seu canal no YouTube que mostra o ator vegano Joaquin Phoenix participando de uma manifestação em Londres no final de semana.
O protesto realizado na Tower Bridge, famosa ponte construída sobre o Rio Tâmisa, teve como objetivo destacar a importância das pessoas se tornarem veganas.
As críticas incluíam os efeitos da agropecuária e da pesca comercial no meio ambiente. Em declaração a Lucy Cotter, da Sky News, Phoenix disse durante a manifestação que as pessoas “não estão em pânico como deveriam”, apontando que elas não estão levando muito a sério as mudanças climáticas.
“Estes são tempos muito terríveis e senti que precisava fazer algo. Temos uma responsabilidade pessoal de agir neste momento. Uma maneira de mitigar as mudanças climáticas é ajustando nosso consumo e adotando uma dieta à base de plantas. Sinto que às vezes isso não é discutido o suficiente.”
Joaquin Phoenix é a celebridade mais ativa na luta pelos direitos animais e promoção do veganismo em Hollywood, inclusive hoje, mais do que nunca, chamando a atenção de seus colegas para a importância de uma dieta à base de vegetais e, por extensão, do veganismo.
De acordo com um estudo da Universidade de Oxford e da Universidade de Minnesota publicado em dezembro no periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (Pnas), a carne gera até 35 vezes mais impacto ambiental do que os vegetais, considerando toda a cadeia produtiva e todos os indicadores.
A pesquisa intitulada “Multiple health and environmental impacts of foods”, e realizada por David Tillman, Jason Hill, Marco Springmann e Michael A. Clark, destaca que 50 gramas de carne vermelha, por exemplo, está associada a 20 vezes mais emissões de gases do efeito estufa e, dependendo do sistema de produção, até 100 vezes mais uso da terra do que uma porção de 100 gramas de vegetais.
O mesmo estudo aponta que alimentos associados a mais ganho em saúde e qualidade de vida – como grãos integrais, cereais, frutas, legumes, oleaginosas e leguminosas – têm impactos ambientais muito mais baixos em comparação com a produção de alimentos de origem animal que já tiveram seus malefícios comprovados há anos – como por exemplo a carne processada.
A pesquisa conclui que ganho em saúde e sustentabilidade ambiental caminham juntos se estivermos dispostos a dar atenção para a importância desse tipo de transição, e destaca a necessidade de consumidores, indústria e políticas públicas voltadas à nutrição considerarem esses aspectos.
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