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Lewis Hamilton compara abate de milhões de animais à guerra

Segundo Hamilton, cada pessoa tem condições de motivar quem está ao seu lado a mudar seus hábitos e, assim por diante, até colocarmos um fim a essa crueldade (Foto: Getty)

O piloto da Fórmula 1 Lewis Hamilton comparou esta semana o abate de milhões de animais à guerra. Ele publicou em sua conta no Instagram que vivemos em um mundo onde as pessoas acreditam que a vida de um animal tem menos valor do que a nossa.

“Foi por isso que me tornei vegano, para não apoiar esse comportamento bárbaro e o abate de milhões de animais. Para mim, isso não é diferente do massacre de milhões de pessoas ao longo dos anos durante a guerra. É inaceitável e temos que trabalhar juntos para mudar isso.”

Segundo Hamilton, cada pessoa tem condições de motivar quem está ao seu lado a mudar seus hábitos e, assim por diante, até colocarmos um fim a essa crueldade.

No século 19, o francês Élisée Reclus, considerado um dos maiores geógrafos do século 19, fez referência semelhante no seu ensaio “À propos du végétarisme”, publicado em 1901.

“Não é um equívoco relacionar os horrores da guerra com o massacre do gado e os banquetes de carne. A dieta dos indivíduos corresponde precisamente às suas maneiras. O sangue exige sangue”, declara Élisée Reclus, referindo-se à ferocidade humana e a irreflexão na hora de suplantar o inimigo.

Traçando um paralelo, ele faz menção ao fato de que na guerra é muito comum os feridos serem mortos e os prisioneiros serem obrigados a cavarem suas próprias sepulturas antes de serem alvejados a tiros.

Modesto, Élisée Reclus explicou à época que escreveu o ensaio para transmitir suas impressões pessoais que, de algum modo, coincidem com a de muitos vegetarianos.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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