Ontem (1), durante o discurso de posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ratificar sua promessa de campanha ao dizer: “Nossa meta é alcançar o desmatamento zero na Amazônia e a emissão zero de gases de efeito estufa na matriz energética.”
Ao subir a rampa do Palácio do Planalto com representantes da sociedade civil e com a cadela Resistência, Lula enviou uma mensagem de compromisso de que em seu governo os movimentos sociais ganharão mais importância, além de sinalizar para a valorização da proteção animal.
Vale lembrar que em 2021 o Partido dos Trabalhadores (PT) criou a Setorial dos Direitos Animais, com o objetivo de elaborar sugestões para uma política nacional que permita uma interação menos injusta e mais saudável entre humanos e não humanos.
Uma das reivindicações já feitas a Lula por mais de 80 entidades é a criação do Conselho Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos Animais e a realização das Conferências Nacionais de Proteção e Defesa dos Direitos Animais.
Na cerimônia de posse, a presença de Raoni Metuktire ao lado de Lula foi definida pelo Observatório do Clima como emblemática, por se tratar de uma liderança que é um símbolo da luta indígena, e que foi criticado por Bolsonaro em discurso na Assembleia Geral da ONU em 2019.
Ontem, Lula assinou o decreto que estabelece o Fundo Amazônia e permite o uso de mais de R$ 3 bilhões paralisados desde 2019, durante o governo Bolsonaro, e também revogou ato que favorece o garimpo ilegal em terras indígenas e unidades de conservação.
“Incentivaremos, sim, a prosperidade na terra. Liberdade e oportunidade de criar, plantar e colher continuará sendo nosso objetivo. O que não podemos admitir é que seja uma terra sem lei. Não vamos tolerar a violência contra os pequenos, o desmatamento e a degradação do ambiente, que tanto mal já fizeram ao país”, disse Lula.
Em justificativa para a criação do Ministério dos Povos Indígenas, o presidente argumentou ontem que “ninguém conhece melhor nossas florestas nem é mais capaz de defendê-las. Cada terra demarcada é uma nova área de proteção ambiental”.
E continuou: “A estes brasileiros e brasileiras devemos respeito e com eles temos uma dívida histórica.” Lula defendeu que os indígenas não são um obstáculo ao desenvolvimento.
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Durante o governo Bolsonaro, não houve demarcação de terras indígenas.
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