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Mais uma pesquisa destaca rápido crescimento do mercado de alternativas à carne

É uma diferença bem grande em comparação aos R$ 22 bilhões de 2019 (Foto: Tofurky)

Concluída neste mês de junho e divulgada na semana passada, uma pesquisa da Allied Market Research reforça o rápido crescimento do mercado global de novas alternativas à carne, que tem conquistado espaço no mundo todo.

Claro que em alguns países o mercado tem se desenvolvido mais rapidamente, já que esse crescimento também tem relação com volume de investimentos, custos de produção, disponibilidade de ingredientes e poder de compra, além de fatores associados à abrangência, industrialização e novas tecnologias.

Ainda assim, considerando o cenário atual, o mercado de alternativas à carne pode atingir um valor equivalente a R$ 43,3 bilhões. É uma diferença bem grande em comparação aos R$ 22 bilhões de 2019. Ou seja, quase 97% a mais. A justificativa para esse aumento, segundo o relatório da Allied Market Research, não difere de outras pesquisas. Na realidade, são convergentes:

“O desenvolvimento de novos produtos, o rápido crescimento na indústria de food service e as crescentes preocupações com a sustentabilidade e o bem-estar animal estão impulsionando o crescimento do mercado global de alternativas à carne.”

Outros fatores de consideração

O relatório cita que preocupações com a saúde e maior popularização do veganismo estão atraindo mais investimentos para esse mercado. Essa observação também tem sido comum em pesquisas sobre análogos à carne.

“O surto de covid-19 tem tornado as pessoas mais conscientes sobre a saúde. Além disso, o interesse por uma dieta à base de vegetais e alimentos orgânicos aumentou significativamente, o que impulsionou o mercado de alternativas à carne”, acrescenta a AMR.

Por enquanto a soja ainda desponta como principal ingrediente desse mercado, embora haja uma previsão de que a proteína de trigo terá a maior taxa de crescimento anual composta até 2027 – 10%.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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