Hoje, mais do que nunca, é inegável que a matança global de animais aquáticos para consumo é chocante. Segundo levantamento do Aquatic Life Institute (ALI), sediado em Nova York, até 2,7 trilhões desses animais são mortos para consumo a cada ano.
Do total, cerca de 100 bilhões são criados em cativeiro e em condições de muito sofrimento. Ou seja, esses são os animais condicionados a se reproduzirem em ambientes controlados e mantidos por suas curtas vidas dentro de reservatórios.
“Além do uso como alimentos, essas criaturas são utilizadas como animais de companhia ou ornamentais, para entretenimento e em pesquisas e testes, como de medicamentos”, informa o ALI, acrescentando que os peixes são as maiores vítimas, embora não sejam os únicos alvos da exploração comercial aquática.
O que permite um olhar negligente em relação ao tratamento que damos aos animais aquáticos é a crença amplamente difundida e equivocada de que eles não sentem dor ou não são inteligentes ou têm capacidades menores que outros animais, segundo Kathy Hassler e Amy P. Wilson, do Aquatic Life Institute.
“Esses equívocos levam as pessoas a acreditarem que os animais aquáticos são menos dignos de reconhecimento ou não precisam de proteção contra abusos. Isso faz com que os tomadores de decisão ignorem a dor e o sofrimento infligidos a esses animais e permitem que práticas prejudiciais e desnecessárias continuem”, reforçam.
Porém, cada vez mais pesquisas e organizações têm trazido à tona argumentos e estudos que comprovam o quanto a humanidade está errada em continuar tratando os peixes e outros animais aquáticos como produto ou meio para um fim.
“Conforme os cientistas começam a dar mais atenção aos animais aquáticos, eles estão, sem surpresa, descobrindo que esses animais são sencientes e muitos têm capacidades incríveis que desafiam o entendimento comum, como memória de longo prazo, fortes laços familiares, empatia, capacidade de trabalhar cooperativamente com outras espécies, autoconsciência e muito mais.”
Ou seja, se você ainda consome peixe é hora de repensar esse hábito.
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Por estas razoes estou me tornando vegana e parei de consumir, ha uns 14 anos) a maioria de especies / peixes.