Mercado

Mercado de carne cultivada pode valer quase R$ 2 bilhões

Hoje o mercado de carne cultivada é liderado por empresas que estão desenvolvendo principalmente alternativas à carne de frango convencional (Foto: Eat Just)

Uma pesquisa realizada pela Polaris Market Research revela que com o interesse dos consumidores por mais proteínas alternativas o mercado de carne cultivada a partir de células, ou seja, livre de abate, pode valer quase R$ 2 bilhões até 2028.

Com uma taxa de crescimento anual composta de 14,9%, o mercado tem sido impulsionado pelo rápido desenvolvimento da agricultura celular. “Além disso, as crescentes preocupações relacionadas ao bem-estar animal e à sustentabilidade [também] devem impulsionar esse crescimento”, informa a pesquisa.

Hoje o mercado de carne cultivada é liderado por empresas que estão produzindo principalmente alternativas à carne de frango convencional. A justificativa, segundo a PMR, é que além de exigir um custo menor tanto no processo de desenvolvimento quanto de comercialização, a carne de frango tem uma estrutura celular mais simples em comparação com outras carnes.

Hoje o mercado norte-americano é o de maior destaque em carne cultivada, por contar com empresas que já estão atuando na área há anos. “O alto investimento em pesquisa e desenvolvimento de carne cultivada por várias organizações público-privadas também está complementando o crescimento do mercado”, destaca a pesquisa.

Mercado europeu em segundo lugar

A previsão é de que o mercado europeu será o segundo a gerar maior receita em carne livre de abate até 2028. Há uma tendência de crescente utilização do produto na produção de nuggets em países como Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e Canadá em substituição à carne convencional.

A PMR aponta ainda que as futuras tecnologias de agricultura celular permitirão que a carne cultivada se torne tão acessível para o varejo quanto para o consumidor.

“A rápida evolução industrial criou uma competição entre os produtores para expandirem suas unidades e aumentarem a capacidade de produção para oferecerem preços mais baixos que atraíam uma base de consumidores. Os principais fabricantes se concentram na melhoria do sabor, sensação na boca e aparência de seus produtos.”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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