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Mercado de coberturas sem leite pode crescer mais de 130%

Foto: Pixabay

A crescente demanda por coberturas sem leite e derivados, o que inclui cremes batidos e versões de chantilly vegetal, está beneficiando o mercado de produtos veganos.

Apenas esse segmento, que tem investido em alternativas a partir de oleaginosas e leguminosas, alcançou um valor de mercado de mais de R$ 5,4 bilhões em 2020. E a previsão para os próximos dez anos é de R$ 12,49 bilhões. Ou seja, muito mais do que o dobro, chegando a mais de 130%, segundo pesquisa da empresa de análise de mercado Fact.MR.

“Quando se trata de alternativas aos laticínios, os fabricantes têm acesso a uma vasta gama de fontes vegetais.” A pesquisa destaca que a tendência global para os próximos anos é de que supermercados, hipermercados e lojas especializadas reservem mais espaço para coberturas não lácteas, que agreguem mais qualidade na seleção de ingredientes.

“Há uma série de benefícios, incluindo menor teor de gordura, custos mais baixos e melhor estabilidade. A facilidade de uso também tem tornado esses produtos populares entre confeiteiros, padeiros e fornecedores”, informa.

Diversidade, benefícios e confiança

A pesquisa cita que em países onde esses produtos estão se popularizando, atualmente com maior destaque na América do Norte e Europa, é possível encontrar versões à base de amêndoas, amendoim, avelãs, nozes, castanha-de-caju, coco, quinoa, ervilha e cânhamo.

“A indústria também é auxiliada pelo aumento das preocupações com a saúde e aumento de casos e conscientização sobre a intolerância à lactose entre os consumidores, que também é um fator importante de suporte à demanda.”

A conclusão é de que quanto mais os consumidores associam produtos de origem vegetal com melhor qualidade e mais benefícios, melhor impacto isso terá no mercado de coberturas sem leite. Mas para que o crescimento seja mantido é importante que os fabricantes forneçam exatamente o que prometem.

Ou seja, qualidade superior em relação aos produtos de origem animal, o que hoje é um diferencial também quando o objetivo é atrair consumidores que ainda compram produtos lácteos.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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