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Mercado de proteína de ervilha deve valer mais de 176 milhões de dólares até 2025

A proteína de ervilha, tão criticada no passado pelo sabor considerado “intragável”, está vivendo o seu melhor momento. Com tantas opções e fórmulas aperfeiçoadas chegando ao mercado para atender principalmente as necessidades e o paladar de vegetarianos e veganos, a proteína de ervilha, que até o ano passado tinha um valor global de mercado de pouco mais de 32 milhões de dólares, deve valer mais de 176 milhões de dólares até 2025. A projeção é da Allied Market Research, empresa de pesquisa global de mercado.

O boom da proteína de ervilha tem sido alavancado por suas fórmulas isoladas, que superam facilmente as fórmulas concentradas das proteínas de origem animal. Além disso, já pode ser encontrada em inúmeros sabores. E claro, o produto não tem sido apenas comercializado diretamente ao consumidor final, mas adquirido em grande volume por fabricantes de alimentos que investem em produtos que demandam boas quantidades de proteínas de origem vegetal.

“A proteína de ervilha é extraída de ervilhas verdes e amarelas e é usada em alguns suplementos proteicos e alimentos enriquecidos com proteínas. Contém todos os aminoácidos essenciais necessários para manter um corpo saudável. Ajuda a controlar o peso, melhora a circulação sanguínea e a absorção de cálcio. Mantém os músculos saudáveis, acelera o metabolismo e ajuda a regular o açúcar no sangue. A proteína de ervilha é isenta de lactose e é segura para pessoas com alergias ou sensibilidades a laticínios e ovos”, informa a Allied Market Research em seu relatório que conta com o parecer de cientistas.

Atualmente a proteína de ervilha já se tornou ingrediente comum em substitutos da carne, hambúrgueres vegetais, lanches, snacks e bebidas, além de ser usada na indústria de panificação e confeitaria. Segundo o relatório, a aceitação da proteína de ervilha está crescendo em proporção ao surgimento de novas fórmulas que a tornem mais agradável ao paladar. “A proteína de ervilha é uma ótima fonte de ferro e lisina, que beneficia o desenvolvimento muscular [hipertrofia] e o sistema imunológico”, acrescenta. Outra novidade é que fabricantes de alimentos para animais domésticos estão estudando a adição da proteína de ervilha como fonte de proteína alternativa.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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