Quando crescemos, em algum momento de nossas vidas, temos alguma ideia de como a carne chega aos nossos pratos, mas acaba por ser mais conveniente não pensar a respeito e ignorar o sofrimento envolvido naquele pedaço de carne.
Para não nos sentirmos mal, colocamos em nossas mentes que precisamos da carne para sobreviver e os animais não humanos podem sofrer porque estão fazendo “algo bonito”, que é sanar “uma importante necessidade da humanidade”. Um “belo destino” para seres vistos como inferiores, que muitos preferem defender que existem apenas para nos servir.
Evitamos ver os animais para além da comida porque não queremos nos responsabilizar pelo fato de que somos culpados por suas vidas tão curtas, por seu sofrimento e privação. Preferimos ignorá-los, observá-los à distância e com altivez, por nos considerarmos melhores.
Há quem use o pretexto da saúde, quando, de um modo ou de outro, sabemos que a maior “justificativa” para o consumo de carne é o paladar condicionado a partir de hábitos culturais. Sim, não há nada que motive mais o ser humano a seguir por esse caminho do que o paladar. Normalmente quando alguém refuta isso é porque não admite ser visto como alguém que é motivado pelo efêmero prazer da gustação.
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