Quem nunca assistiu alguma das versões do clássico do cinema de terror “O Massacre da Serra Elétrica?”
Nas partes mais pesadas do filme, estamos diante de um matadouro e tudo que acontece lá dentro choca com facilidade os seres humanos porque as vítimas são humanas. Por outro lado, ignoramos que aquela é a realidade ordinária não humana.
Desconsidere a figura aversiva do serial killer e substitua os personagens humanos do filme por animais criados para consumo e você terá uma representação do cotidiano.
Há pessoas penduradas e sendo golpeadas com muita violência, assim como fazemos com bovinos, porcos e aves; e, claro, tendo partes de seus corpos removidas.
O código de comunicação do assassino também parece ser outro e a sua ausência de empatia faz refletir sobre a empatia que negamos aos seres sencientes de outras espécies.
É como se não ouvíssemos os animais, assim como os assassinos em série não ouvissem os seres humanos – porque atribuem a si mesmos o direito de matar pessoas.
Analise alguns discursos de serial killers e você verá que não é difícil perceber que vários deles se referem às suas vítimas como se fossem bovinos e suínos, ou seja, animais vulneráveis.
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…
Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…
O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…
A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…
Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…
Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…