Por meio de uma indicação que propõe a criação do Programa Nacional de Apoio à Pecuária Leiteira, a deputada federal Aline Sleutjes (PSL-PR) destaca que é preciso debater a respeito da “utilização indevida” da palavra leite e de outras associadas aos derivados lácteos.
Segundo Aline, a utilização do termo leite para produtos de origem vegetal gera impacto principalmente na imagem do setor leiteiro, além de uma “competição desarmônica entre produtos de origem vegetal e de origem animal”.
“[A intenção] é evitar que o consumidor seja induzido ao erro em consumir produtos que não são de origem animal”, alega a deputada na Indicação 516/2021.
A posição de Aline Sleutjes é a mesma da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, autora do PL 10556/2018, que propõe a proibição do uso do termo leite e de palavras associadas aos derivados para produtos de origem vegetal.
Além disso, Aline defende atualização do Guia Alimentar para a População Brasileira com maior inserção de leite e derivados para que, segundo ela, “sua importância seja novamente reconhecida”.
A deputada defende que é preciso que o governo desenvolva políticas públicas que estimulem a produção leiteira e sugere um programa nacional de acompanhamento e previsão mensal e anual de produção e estocagem de leite para subsidiar produtores e a indústria.
Entre as diretrizes, ela defende o estímulo ao consumo de leite na merenda escolar e desenvolvimento de campanhas em parceria com o setor produtivo para incentivar o consumo de leite na dieta da infância até a terceira idade.
Na indicação também consta que deve ser elaborado em parceria com órgãos fazendários e com o poder legislativo (reforma tributária) mudança na legislação tornando isento ou imune de tributação os insumos, máquinas e equipamentos utilizados na produção do leite.
“Reduzir a carga tributária e simplificar o setor agropecuário, além de desonerar a cadeia da limitação da tributação com aproveitamento dos créditos dando o tratamento adequado ao setor agropecuário”, acrescenta a deputada.
Gosta do trabalho da Vegazeta? Colabore realizando uma doação de qualquer valor clicando no botão abaixo:
Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…
No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…
No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…
Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…
Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…
Visualizar comentários
Quem dera o problema do leite fosse apenas esse e não a exploração arbitrária que é. Utilização indevida da palavra leite e derivados não é um pecado tão mortal quanto o tratamento antinatural e antiético da inseminação artificial das vacas, sua vida inteira, sem o aval delas. Inocentes animais, violadas em seu direito sagrado de parir e cuidar dos seus bezerros, exatamente como nós humanos fomos cuidados por nossas mães, isto é: EM PAZ. Quem dera o problema fosse apenas o uso, impróprio ou não, da palavra LEITE porque, de maior relevância é o uso indevido e arbitrário dos "animais de corte", convenientemente denominados "proteína animal " já que o termo "cadáver " é anticomercial, claro. Inocentes animais, nascidos puros como qualquer bebê humano, para sofrer o diabo, indevidamente, nas mãos de majestades humanas para que continuem
reinando, faturando, progredindo e ampliando infinitamente os pastos, derrubando as centenárias florestas para caber mais cabeças, sempre mais
cabeças. A vida dos animais é deles. Indevido e impróprio considerar-se "bem estar animal " o tratamento dispensado a eles, que não se dispensa ao nosso cão de estimação, que "vai muito bem obrigado", brincalhão, esperto, feliz e MUITO VIVO.