Parte de uma linhagem de mais de 34 milhões de anos, o peixe-espátula chinês foi declarado extinto, de acordo com uma pesquisa recém-publicada na ScienceDirect, da Elsevier, por órgãos ligados ao governo chinês em parceria com a Academia de Ciências da República Tcheca e Universidade de Kent, na Inglaterra.
Considerado um dos maiores peixes de água doce do mundo, o peixe-espátula chinês tinha até sete metros de comprimento. Outras características marcantes incluíam sua boca e nariz alongados.
Segundo a publicação, não há também nenhum indicativo de que exista algum peixe-espátula mantido em cativeiro, e a principal causa da sua extinção foi a sobrepesca, ou seja, a pesca excessiva, além de danos ao seu habitat, o Rio Yangtzé, o maior da Ásia.
O estudo frisa que a população de peixe-espátula começou a cair na década de 1970, quando surgiram os primeiros grandes projetos de construção de barragens no Yangtzé. Com o impacto ambiental da pesca excessiva e das barragens, o último peixe-espátula foi visto na região em 2003.
A pesquisa aponta que os cientistas conseguiram catalogar 332 espécies diferentes de peixes ao longo de dois anos, mas não encontraram nenhum peixe-espátula, surgindo a hipótese de que o animal tenha desaparecido não recentemente, mas entre 2005 e 2010.
Na tentativa de tentar minimizar o impacto na região, o governo chinês lançou uma campanha que proíbe a pesca no Yangtze por pelo menos dez anos.
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