Categorias: MercadoNotícias

Pesquisa aponta demanda “acelerada” por alimentos à base de vegetais

Uma pesquisa realizada pela Reports and Insights BR e divulgada ontem (26) aponta demanda “acelerada” por alimentos à base de vegetais. Com isso, a estimativa é de que o mercado plant based global chegue ao valor de US$ 75 bilhões até 2028, com uma taxa de crescimento anual composta de 12,4%.

Uma das explicações para o crescimento, segundo a pesquisa, é a crescente adoção de dietas à base de vegetais motivada pelo aumento das preocupações dos consumidores com o bem-estar animal. “O que deve oferecer um grande impulso ao crescimento global plant based nos próximos anos.”

Outra explicação é a associação de alimentos à base de vegetais com ganho em saúde. “Com a intensificação de doenças graves, como obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, as pessoas estão ficando mais cuidadosas em relação às suas dietas, o que também está acelerando a demanda por alimentos à base de vegetais no mundo.”

O que também é citado como favorável é que os produtos à base de vegetais que estão chegando ao mercado têm oferecido mais qualidade em relação aos seus precedentes, já que o aperfeiçoamento é essencial para conquistar um número cada vez maior de consumidores.

Além disso, há uma queda no estranhamento dos consumidores em relação aos produtos à base de vegetais, o que também tem reduzido a rejeição a esses produtos já vistos como de crescente interesse dos consumidores, incluindo não veganos nem vegetarianos.

No entanto, é importante considerar também que preço e palatabilidade continuam sendo grandes diferenciais para a popularização desses produtos, assim como a quantidade de proteínas, já que muitas das novas opções à base de vegetais são comercializadas hoje como proteínas alternativas.

Além disso, para quem busca um produto que seja semelhante a um produto de origem animal, o segmento de alternativas aos laticínios requer aperfeiçoamento, principalmente para oferecer aos consumidores versões de queijos vegetais, uma das principais demandas, que atendam suas predileções em relação à textura, sabor e elasticidade.

Ou seja, se mesmo com específicas limitações o mercado já apresenta crescimento “acelerado”, isso significa que, com o aperfeiçoamento de seus produtos, tem condições de ir muito além.

Gosta do trabalho da Vegazeta? Colabore realizando uma doação de qualquer valor clicando no botão abaixo: 

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Visualizar comentários

Posts Recentes

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 semanas ago

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal?

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…

1 mês ago

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos?

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…

1 mês ago

O consumo humano transforma animais em prisioneiros de seus próprios corpos

A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…

2 meses ago

Animais, pela ética do amor ou do cuidado?

Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…

2 meses ago

Por que não é uma boa ideia usar o termo “feito de plantas”

Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…

2 meses ago