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PL visa proibir uso de produtos “anti-cio” em todo o país

No entanto, o PL 4853/2020 prevê exceção: “Excetua-se da proibição a medicação prescrita por médico veterinário e utilizada na forma do receituário” (Foto: Pixabay)

Ontem (7), o deputado federal Célio Studart (PV-CE) protocolou um projeto de lei que visa proibir a comercialização e uso de produtos “anti-cio” em todo o país.

No entanto, o PL 4853/2020 prevê exceção: “Excetua-se da proibição a medicação prescrita por médico veterinário e utilizada na forma do receituário.”

Segundo o deputado, o uso indiscriminado de produtos “anti-cio” em vez da castração ainda é muito recorrente por parte de tutores de cães e gatos, seja com a finalidade de evitar gestações indesejadas ou para que não haja cio, causando exposição desses animais a elevadas doses de hormônios e, consequentemente, aumentando a chance de desenvolvimento de problemas de saúde.

“Tais anticoncepcionais podem ser administrados por comprimidos ou injeções, que jogam uma carga hormonal no corpo do animal e alteram os ciclos hormonais. Lembrando que as injeções de hormônios têm duração de cerca de seis meses, o que aumenta a quantidade de hormônio ao qual o animal é submetido ao longo da vida.”

De acordo com Célio Studart, há estudos que afirmam que de dez cadelas que usam regularmente produtos “anti-cio”, nove poderão apresentar problemas como a piometra, uma infecção do útero que pode levar à morte.

“Além disso, existem diversos outros motivos para não usar tais injeções ou comprimidos, como por exemplo, infecções e tumores de útero, diabetes (pois estes hormônios atuam diretamente no sistema endócrino), hiperadrenocorticismo e o mais comum, as neoplasias mamárias, os famosos tumores de Mama.”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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