Areas of the National Forest of Jamanxim on the BR 163 have been burnt illegally to make space for cattle breeding.
De acordo com o “Relatório da Amazônia: Big meat. Big buck. Bigger harm”, divulgado em fevereiro pela organização Proteção Animal Mundial, grandes bancos têm investido em empresas associadas ao desmatamento na Amazônia e no Cerrado.
“Bancos como ABN AMRO e Rabobank, da Holanda, e Standard Chartered, do Reino Unido, estão financiando empresas ligadas às cadeias de abastecimento de gado e soja em regiões de alto desmatamento [no Brasil]”, informa a entidade.
“Nosso relatório indica que até 98 bilhões de dólares foram investidos desde 2015 – o que significa que os consumidores estão, inconscientemente, alimentando essas práticas antiéticas e com altas emissões de carbono por meio de suas economias e rendimentos.”
Segundo a Proteção Animal Mundial, muita da soja produzida no Brasil é exportada para alimentar animais criados em sistemas industriais intensivos, que impõem mais sofrimento aos animais, já que impossibilitam até mesmo movimentos e outros comportamentos naturais. Esse sistema responde por dois terços da agropecuária global.
“A soja é plantada em grandes áreas de habitats destruídos – completando o ciclo da crueldade”, frisa e reforça que isso também impõe sofrimento a milhões de animais da Amazônia.
“O gado que, em muitos casos, é mantido em terras desmatadas, frequentemente é levado para o abate em condições inadequadas. Os animais enfrentam superlotação, calor, falta de água e comida e, muitas vezes, são transportados por quilômetros por estradas de terra para serem abatidos.”
A entidade destaca que, além do longo transporte terrestre, muitos animais são comercializados e transportados vivos para outros países, como Líbano, Turquia e Egito. Nesses casos, o tempo de transporte dura mais de três semanas, gerando enorme sofrimento.
“Esses animais são tratados como meras mercadorias, sem sequer ter suas necessidades básicas atendidas.”
Uma área do tamanho de um campo de futebol é desmatada a cada minuto para atividades agropecuárias.
Clique aqui para ler o relatório completo.
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