Antes de dormir, imaginou como seria se o quê virasse quem, porque se o quê já foi quem por que o quê não poderia voltar a ser quem? Sabia o motivo, mas quis uma realidade diferente. Por que não?
De manhã, sua mãe chamou para ir ao mercado. Chegando lá, outras crianças viam que o quê era quem, e ninguém poderia mais esconder, porque os produtos voltaram a ser animais.
As pessoas saíam do mercado e todos aqueles animais também, deixando a maior parte do espaço interno vazio. De uma ponta à outra, o que via era uma grande ausência de “o quê era quem”, que é “quem não é o quê”.
“O quê era quem enchia o mercado, e quem via ou percebia?”, pensou, mas já não lamentou. Observou os animais indo embora. Iam longe quando alguém apontou o dedo e falou: “É verdade! O quê era quem!”
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