Um estudo publicado esta semana pelo Royal Veterinary College, do Reino Unido, em um periódico da BMC, conclui que pugs têm mais predisposição a problemas de saúde.
“O pug diverge substancialmente das raças de cães convencionais e não pode mais ser considerado um típico cão do ponto de vista da saúde”, destaca a pesquisa.
Segundo os pesquisadores do RVC, as consequências da criação de pugs visando atender predileções estéticas humanas tornaram-se prejudiciais à saúde em geral do animal.
O estudo analisou 4.308 pugs e o comparou com 21.835 cães de outras raças, avaliando seus perfis de saúde e as possibilidades de desenvolvimento de 40 distúrbios.
A conclusão foi que os pugs são mais suscetíveis a 23 distúrbios, incluindo 54 vezes mais chances de ter síndrome obstrutiva das vias aéreas, 51 vezes mais chances de ter problemas de estenose (narinas estreitas) e 11 vezes mais chances de infecções de dobras de pele. Além disso, em proporcionalidade, 17,4% dos pugs avaliados eram obesos em comparação com 6,9% dos outros cães.
“Pugs são uma raça de cães braquicefálicos que se tornou fenomenalmente popular nas últimas décadas. No entanto, há uma preocupação crescente com sérios problemas de saúde e bem-estar na raça. Para aumentar a base de evidências sobre a saúde comparativa dos pugs, o estudo teve como objetivo comparar as chances de distúrbios comuns entre os pugs e todos os outros cães sob cuidados veterinários primários no Reino Unido em 2016”, explica o estudo.
“Há uma preocupação crescente de grupos e organizações em relação aos graves problemas de saúde e bem-estar associados a essas raças braquicefálicas populares, considerando uma crescente e mundial base de evidências. Refletindo essas preocupações, o conselho atual do Grupo de Trabalho sobre Braquicefálicos no Reino Unido, que inclui membros de muitas das principais partes interessadas no bem-estar dos cães, é ‘parar e pensar antes de comprar um cão de focinho achatado’.”
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