De autoria do deputado federal Giovani Cherini (PL-RS), o PL 213/2015 defende que o “rodeio crioulo” seja regulamentado como “atividade da cultura popular”, o que inclui montaria, provas de laço, vaqueada, gineteada, pealo, chasque, cura de terneiro e provas de rédeas.
“E outras provas típicas nas quais são avaliadas as habilidades do homem e o desempenho do animal”, destaca Cherini no PL que visa fortalecer o uso de animais como entretenimento com fins econômicos no Brasil.
Enquanto a defesa pelo fim dos rodeios cresce no Brasil, ponderando principalmente sobre o bem-estar animal, na proposta que será avaliada pelo Senado, Cherini diz que “é preciso dizer sim aos rodeios”, alegando que é uma festa cultural centenária “saudada e cantada na voz de grandes artistas brasileiros”.
“Se considerarmos a movimentação econômica envolvendo apresentações artísticas, logística, animais, comércio, vestuário, organização, turismo, entre outros, os diversos rodeios que acontecem no Brasil, especialmente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país, veremos que os números são extraordinários”, argumenta.
Giovani Cherini alega que todas as medidas devem ser adotadas para coibir maus-tratos aos animais nos rodeios. No entanto, submeter um animal a uma atividade que envolve grande exposição para entretenimento humano já não é uma forma de maus-tratos? Afinal, o animal não escolheu participar de qualquer rodeio. Ele está sendo obrigado a isso, ou seja, está participando independente de sua vontade.
Talvez a reflexão mais importante que devemos considerar seja a seguinte: “Qual é o benefício para o animal em ser submetido ao rodeio?” Seja “crioulo” ou qualquer outro. Sem dúvida, nenhum, já que ser dominado, laçado e obrigado a manifestar um comportamento dentro de uma arena que é resultado de estresse, medo, ansiedade e irritação não é algo que deveria ser explorado por diversão nem mesmo retorno financeiro.
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