Uma indústria de alimentos da Romênia, a Verdino Green Foods, já lançou no mercado dezenas de alternativas à carne – o que inclui búrgueres, carne moída, bacon, almôndegas e diferentes tipos de mortadelas, salames, cévapis, linguiças e salsichas. Alguns produtos imitam tanto a versão bovina quanto suína e o ingrediente principal é a ervilha.
Segundo a empresa de Bucareste, o uso da leguminosa em vez de animais permite redução de 87% do uso de água, 90% de emissões de CO2, 46% do uso de energia e 93% do uso de solo.
Além de carnes vegetais, a Verdino produz patês e queijos vegetais em blocos ou fatiados. A diversidade chama atenção e, segundo a marca, são produtos veganos ricos em proteínas e fibras e livres de soja, colesterol e organismos geneticamente modificados (OGMs).
“Talvez seja hora de pararmos de pensar que a comida era melhor no passado”, defende a empresa em um de seus slogans.
Os produtos da Verdino já estão sendo exportados e a previsão para os próximos anos, segundo a marca, não poderia ser melhor com o crescente interesse dos consumidores por alternativas aos alimentos de origem animal.
E os investidores concordam. Afinal, só em julho de 2020 a Verdino recebeu o equivalente a quase R$ 20 milhões em investimentos. Falando sobre o impacto ambiental, a empresa romena diz que as proteínas de origem vegetal não são apenas tendências, mas soluções confiáveis para um futuro melhor.
“Muitos varejistas e restaurantes entenderam que essa é a comida do futuro e se tornaram mais receptivos aos nossos produtos de origem vegetal. Assim, decidimos expandir nosso portfólio, oferecendo aos consumidores uma maior variedade de produtos veganos”, informa o CEO da Verdino, Eberhart Raducanu.
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