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Suécia ganha escola vegana em Solna

“Quando os estudantes deixam a escola, esperamos que eles se transformem em pessoas livres e responsáveis que podem fazer a diferença” (Fotos: Hagaskolan/Divulgação)

Recentemente a Suécia ganhou uma escola vegana em Solna. A Hagaskolan, que atende 185 alunos com faixa etária de 9 a 15 anos, se baseia na Pedagogia Waldorf, que, além da transmissão de conhecimento, prioriza o desenvolvimento integral dos estudantes, também considerando o cultivo do intelecto e da sensibilidade.

A escola já existia em Estocolmo, mas ainda não defendia uma filosofia de vida vegana. Com a transição, a instituição passou a oferecer um cardápio livre de ingredientes de origem animal e a estimular o respeito pelo meio ambiente e também pelos animais não humanos.

Os alunos têm uma disciplina dedicada à sustentabilidade e saúde, além de aulas de teatro e música. E no ano que vem deverão ganhar uma disciplina específica de ética.

Segundo a diretora da escola, Veronica Blixt Myrsell, a Hagaskolan oferece um ambiente familiar e seguro e quem visita a instituição reconhece uma atmosfera bastante calorosa. “Quando os estudantes deixam a escola, esperamos que eles se transformem em pessoas livres e responsáveis que podem fazer a diferença”, enfatiza.

No Brasil, entre as instituições de ensino que promovem o veganismo está a escola Movimento Infância In Natura, sediada na Tijuca, no Rio de Janeiro, que atende crianças com faixa etária de um a seis anos, e também preza pelo respeito aos animais e ao meio ambiente, além de oferecer uma proposta pedagógica mais humanizada. A instituição surgiu da necessidade de dois casais que não encontravam uma alternativa satisfatória que acolhesse seus filhos enquanto trabalhavam.

Outro exemplo é a Nativa Escola, considerada a primeira escola vegana do Brasil, que também defende tanto o respeito à vida humana quanto não humana. Fundada no Aeroclube, em João Pessoa, na Paraíba, e de frente para o mar, a instituição que recebe crianças de um a seis anos conta com turmas de educação infantil divididas em três ciclos multisseriados. Como cada criança possui um desenvolvimento cognitivo, psicológico e social diferente, elas passam por uma análise antes de serem admitidas ou irem de um ciclo para o outro.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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