Pinturas: Corine Perier
Há um animal, sem nome sem espécie. Único em seu gênero, repousa ao lado da macieira. Um homem assiste. Parece boi? Porco também não. Frango, galinha? Menos ainda. É bonito, espadaúdo. Mais do que isso aos olhos do homem – carnoso, delicioso. A fome emana o que a gana encana.
Lindas e robustas maçãs caem entre as pernas do sujeito. Não! “Quero ele”, balbucia roçando a ponta da língua no lábio superior. Desembainha a faca espigada e caminha até o animal que não corre – nem se move na inocência vituperada pela inexperiência.
O homem o abraça. Vra! Vra! Vra! Maçãs rolam ao seu encontro. Maçãs do amor, “caramelizadas” pelo sangue morno, basto. Brilham. O homem comemora diante do moribundo que não chora.
Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…
Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…
O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…
A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…
Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…