Um porco passa horas na mesma posição, observando o fora onde nunca pisou. Olha para pessoas que passam sem olhar para ele. De repente, tiram-no de lá.
O que sente o porco que pisa onde nunca pisou? Que conhece com o contato do corpo esse lugar antes intocado por ele…
Seu corpo agita-se, a experiência de estar fora o empolga. Mas ele volta para onde estão os outros. Quer que os outros tenham a mesma experiência?
Tiram-no de lá, mas o porco continua voltando, resistindo. Não quer ir sozinho?
A vez dele não é a vez de outros. Colocam-no na carroceria de uma caminhonete e vão embora.
O porco logo salta e corre de volta para a pocilga. Guincha para outros porcos, movimenta-se agitado, tenta pular.
Deixam-no e levam outro, que não tenta voltar, que é novo escolhido para viver fora dali.
Quem ficou, fica com os outros, mas guincha e agita-se para sair; uma saída que, dizem, decidiu que não poderia ser só sua.
Estar com os outros só é possível para morrer com os outros. Estão juntos e logo não estarão, não em forma viva.
Pedaços e pedaços, pequenos, grandes, avizinhados, refrigerados. Não é assim? Quem age para não ser assim?
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O porco é um animal que constitui laços familiares e tem a inteligência de uma criança de 3 anos!