Uma pessoa pode defender o “abate humanitário”, mas…

Os animais não humanos são os que realmente sofrem em decorrência de hábitos baseados no consumo de alimentos de origem animal

Se há animais vivendo em situação degradante é porque sempre há pessoas dispostas a comprar o resultado dessa exploração (Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals)

Na nossa sociedade, uma pessoa pode defender o “abate humanitário”, ou alegar “que nem todos os animais sofrem diante da morte”, mas é preciso entender algo essencialmente importante. Enquanto os animais não humanos forem vistos como produtos, sempre vai existir pessoas e indústrias baseadas na exploração animal tentando reduzir despesas e ampliar os lucros o máximo possível.

Se para isso for necessário que o animal sofra ainda mais, pode acreditar que, em menor ou maior proporção, sempre teremos pessoas que lucram com esse mercado que não pensarão duas vezes antes de seguirem por esse caminho. Até porque os métodos mais cruéis de abate, e que não são tão incomuns como muita gente tenta crer, são aqueles que requerem menos despesas para o ser humano e grandes prejuízos aos seres reduzidos à comida. 

Afinal, os animais não humanos são os que realmente sofrem em decorrência de hábitos baseados no consumo de alimentos de origem animal. Outro fato a se considerar é que se há animais vivendo em situação degradante é porque sempre há pessoas dispostas a comprar o resultado dessa exploração. Afinal, sabemos que para a maioria pouco importa realmente a origem de qualquer alimento, se houve privação ou sofrimento, desde que este alimento possa proporcionar algum tipo de prazer, por mais efêmero que seja.

Sendo assim, a forma mais eficaz de não contribuir com isso é se abster de consumir alimentos e outros produtos de origem animal. Afinal, não podemos desconsiderar que em algum nível toda exploração envolve algum tipo de privação.

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