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Veganos promovem ação em supermercado de Caxias do Sul (RS)

“A maioria das pessoas é contra a crueldade, mas, todos os dias, milhões de indivíduos são submetidos a uma violência invisível” (Imagem: Divulgação)

No último dia 17, um grupo de ativistas veganos realizou um ato de conscientização em defesa dos animais. A ação em um supermercado de Caxias do Sul (RS) teve como finalidade “desmoralizar o especismo cultural”, segundo o grupo que se posicionou em frente às seções de carnes segurando cartazes com reflexões sobre práticas de consumo que envolvem violência contra animais.

Ao fundo, se ouvia gritos de porcos a caminho do abate, reproduzidos em caixa de som e captados pelo grupo em virgília realizada em um matadouro em Encantado meses atrás. Os ativistas também aproveitaram a ocasião para ler um manifesto:

“A maioria das pessoas é contra a crueldade, mas, todos os dias, milhões de indivíduos são submetidos a uma violência invisível. Indivíduos capazes de sofrer, que sentem como nós, mas que são ignorados apenas porque não pertencem à espécie humana. Até quando vamos fingir que os animais não sentem e não sofrem?”, questionou o grupo.

E acrescentou: “Até quando vamos nos enganar acreditando que isso é necessário? Até quando vamos permitir que a cultura destrua nossa compaixão? Chegou a hora de agir pelos animais que não podem se defender! Chegou a hora de se opor a essa tradição insensível! Chegou a hora de se recusar a comer animais! Que tenhamos coragem para agir de acordo com nosso desejo de viver de forma pacífica.” O grupo também distribuiu cartões com informações sobre veganismo.

O que é o especismo?

Cunhado pelo psicólogo britânico Richard D. Ryder em 1970, o termo especismo se refere a uma forma de discriminação que se baseia na ideia de que pelo fato do ser humano considerar outros seres sencientes inferiores, ele ignora seus interesses em não sofrer.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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  • Pessoal, gostaria de perguntar-lhes acerca da permissão (no caso, não proibição) de realizar essas ações diretas em estabelecimentos como supermercados, restaurantes, shopping centers etc. O que vocês sabem à respeito?
    Muito grata

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