Há quem diga que veganos são sempre motivados pela emoção e pelo sentimento, por isso estão errados. Sim, veganos podem ser motivados pela emoção. Porém, não seria racional se negar a se alimentar de um animal pelo simples fato de que ele é senciente? O que há de tão racional em matar animais para consumir suas carcaças, seus corpos? Por que eles não têm direito à vida?
Se temos alimentos não animais à nossa disposição, por que comer partes de um ser senciente? O que existe de racional na ideia de que um animal deve morrer para saciar o meu apetite? Uma prática que se perpetuou porque faz parte de uma herança cultural há muito questionável.
Se o vegetarianismo não é praticável ou recomendado, por que temos vegetarianos desde os tempos mais remotos da humanidade? Se o veganismo não é indicado, como Donald Watson, que fundou a Vegan Society em 1944, teve uma morte tranquila aos 95 anos?
O antropocentrismo, pelo seu viés especista, é uma concepção que elevou o ser humano à condição de superior em detrimento de outros seres sencientes – que mais do que nunca passaram a ser vistos como objetos ou meios para um fim, ignorando seus interesses em não morrer. Ao mesmo tempo, contribuiu e muito para uma degradação ambiental sem precedentes.
O que existe de tão racional em se opor aos direitos das outras espécies como já fazia o antropocentrismo no passado, ainda mais levando em conta que o ser humano é o principal responsável pela expansão da destruição ambiental? Ou é possível apontar algum animal não humano que tenha sido mais nocivo ao meio ambiente do que o ser humano?
Por outro lado, posso dizer também que me tornei vegano motivado pela emoção e pelo sentimento. As coisas mais importantes da minha vida fiz motivado pelo coração. Não seria racional dar voz ao coração quando ele faz de nós seres humanos mais conscientes e preocupados com a coexistência pacífica em um mundo cada vez mais violento? Em síntese, ser vegano é combater o desnecessário sofrimento animal.
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