Na quarta-feira (5), quando seria votado o Projeto de Lei 26/2022, do vereador Alberto Barreto (PRTB), que visa revogar a proibição dos rodeios em Taubaté (SP), o próprio autor, em consequência da pressão popular, desistiu de levar o projeto adiante.
Na quinta-feira (6), a Câmara Municipal de Taubaté emitiu um comunicado confirmando a desistência de Barreto. A proibição está em vigência desde março de 2018, por meio da Lei Complementar 427, do vereador Bilili de Angelis.
A ativista Mariana Bedesco Zampieri, do projeto Crueldade Equestre, que criou um abaixo-assinado com o objetivo de buscar mais apoio popular para pressionar os vereadores contra a aprovação do PL 26/2022, destacou a importância da união.
“Gratidão a todos que assinaram e divulgaram o abaixo-assinado, a todos que, podendo, compareceram às sessões da câmara, a todos que enviaram e-mails para os vereadores e a todos que tomaram quaisquer outras medidas contra a volta dos rodeios em Taubaté. Sem vocês essa vitória não seria possível.”
Como justificativa para o projeto de lei, Alberto Barreto alegou que o rodeio é “uma manifestação cultural nacional e bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro” e sustenta que “não podem ser consideradas cruéis as práticas desportivas que utilizem animais, desde que sejam manifestações culturais”.
A proposta, na avaliação de Mariana, que é também compartilhada por outros ativistas que são contra os rodeios, visa atender somente aos interesses de quem lucra com a exploração de animais como entretenimento.
“Os animais utilizados em provas de rodeio são submetidos a instrumentos, esforço, movimentos e outras ações que causam dor, sofrimento e lesões. Tal fato é comprovado por vários laudos e estudos”, frisa a ativista, que disponibilizou links para quem quiser conferir esses laudos e estudos.
Vale lembrar que recentemente um laudo elaborado pelas médicas veterinárias Márcia de Sousa Carvalho e Maria Eugenia Carretero comprovou maus-tratos durante a realização do Morungaba Rodeo Fest 2022, em Morungaba (SP).
Mais laudos também estão disponíveis no blog do projeto Crueldade Equestre – clique aqui para conhhecê-lo.
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