Known for being “Paradise of Waters”, the Pantanal faces one of its driest periods and the forecast is that the rains will only return in September. Without the flooded plains, the biome that is recognized by UNESCO for its rich fauna and flora becomes a deposit of organic fuel.
Assim como outras organizações e cientistas já vinham alertando, a organização WWF-Brasil também reforçou esta semana como a preservação da natureza é importante para evitar pandemias.
De acordo com a ONG, a criação, coleta e tráfico de animais, em que espécies silvestres, animais domésticos e humanos convivem de forma intensiva, por longos períodos de tempo e em péssimas condições, pode aumentar as chances de ocorrência de um novo surto. Além disso, a criação intensiva de animais próxima a áreas naturais também é um fator de risco [como ocorre no contexto da agropecuária].
“Também aparecem como ameaça o agravamento da crise climática –provocada pelas atividades humanas – e as mudanças no uso do solo, que podem criar ambientes favoráveis à reprodução de vetores”, destaca.
Segundo o WWF-Brasil, a crise climática é capaz de mudar a área de vida de animais silvestres, aumentando o contato com animais domésticos e humanos onde isso não era esperado. Indiretamente, os eventos climáticos também favorecem a fragmentação das florestas, que geram condições propícias a novas doenças em massa.
“Entre os cenários que se colocam para o mundo pós-covid-19 está a continuidade dos antigos padrões de produção e consumo, o que significa perpetuar a situação de estrangulamento dos recursos naturais e das condições de vida na Terra”, cita.
E continua: “O segundo aponta para uma economia global em recessão, escassos recursos para a conservação e redução de expectativas quanto às agendas ambiental e climática. O terceiro e mais otimista projeta a retomada econômica em bases sustentáveis e uma percepção da natureza como a grande aliada da humanidade.”
Para a ONG, em qualquer um dos cenários é preciso que haja uma revalorização da ciência. “Os padrões de produção e consumo que promovemos e a forma como nos alimentamos deverão passar por intensa revisão.”
Se o desafio é reconstruir vidas e a economia global, será preciso imaginar um futuro em que a natureza faça parte da equação, de acordo com o WWF-Brasil. “Construir uma nova relação entre as pessoas e a natureza a partir da recuperação econômica justa e sustentável deve orientar nossos propósitos.”
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