Uma menina viu a avó torcendo o pescoço de uma galinha. Assim que a mulher se afastou para buscar uma faca para a sangria, deixando a galinha pendurada, a menina observou a moleza do corpo e os olhos vazios.
Não externou sentimento. Não disse nada a ninguém. Quando serviram a galinha ao molho, em partes que já pareciam desconhecidas, como de um animal diferente, quis saber onde foram parar os olhos.
O pescoço estava na panela, misturado ao molho avermelhado, onde não havia cabeça. Teve vontade de procurar os olhos, mas já era noite. Não comeu, foi até o quintal e observou o céu.
Viu duas estrelas e pensou nos olhos da galinha. “Uma galinha morre e seu olho não brilha. Se fosse um farol, o que será que iluminaria?”
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Iluminaria ela própria, já iluminou.