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Açougue Vegano dobra faturamento durante pandemia

Celso Fortes e Michelle Rodriguez, sócios do Açougue Vegano (Fotos: Divulgação)

Fundado em 2017 no Rio de Janeiro, o Açougue Vegano é um exemplo de como a crescente demanda por alternativas à carne é benéfica para quem investe no mercado de alimentos veganos, mesmo em tempos de crise em decorrência da pandemia de covid-19.

“Conseguimos dobrar o faturamento da loja de Ipanema e ajudar milhares de pessoas a esticarem seu orçamento e se alimentarem em meio à pandemia”, diz a sócia do Açougue Vegano, Michelle Rodriguez.

A marca que, além do Rio de Janeiro, tem lojas em São Paulo e Santa Catarina, não precisou demitir nenhum funcionário. “E fizemos as entregas [dos nossos produtos] nas casas das pessoas, gratuitamente. Sócios, funcionários e até mesmo os nossos clientes compreenderam as prioridades do momento”, reforça Michelle.

Entre os produtos mais populares oferecidos pelo Açougue Vegano, que deve abrir mais três lojas até o final deste ano, estão a salsicha de grão-de-bico, moqueca de banana e coxinha de jaca.

“Estamos muito satisfeitos por finalmente conseguir expandir. Devido à pandemia, os nossos planos foram adiados, pois a ideia original era inaugurar uma nova unidade Barra Shopping em abril.”

Michelle também acrescenta: “Felizmente descobrimos como operar em meio a esta crise sanitária e econômica. Seja com um delivery de alto rendimento ou com toda a segurança nas lojas, os adeptos do veganismo serão prontamente atendidos. Inauguramos a primeira no dia 23.”

A empresária conta que desde o lançamento do Açougue Vegano o foco sempre foi agradar os clientes pelo sabor – veganos ou não. “Brinco que encontramos um meio mais rápido de evitar o sofrimento animal, o estômago dos consumidores. Aproveitamos e também contribuímos com doações para instituições que acolhem os animais”, explica.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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