Artista usa o amor para despertar compaixão pelos animais

Lynda Bell: “Meu objetivo é inspirar as pessoas a cuidarem dos animais e a lembrarem que são seres sencientes, necessitando de nosso amor, cuidado e proteção"

“Penso em como seria a Terra se não houvesse crueldade ou exploração – agropecuária, caça ou teste em animais” (Artes: Lynda Bell)

Muitas cores, cenários bucólicos e pessoas e animais em harmonia, assim inspirando esperança, são os principais ingredientes das obras da artista neozelandesa Lynda Bell, que usa o amor para despertar a compaixão pelos animais objetificados e reduzidos a alimentos e outros produtos.

Em vez de mostrá-los em um cenário real, onde normalmente sofrem em decorrência da ação humana, Lynda prefere colocá-los em ambientes idealizados, onde acredita que é o lugar ao qual eles pertencem, distante da violência financiada por nossos hábitos de consumo.

Em suas pinturas e ilustrações, encontramos um manifesto de empatia, de exaltação da vida independente de espécie, ou melhor, livre do especismo.

“Penso em como seria a Terra se não houvesse crueldade ou exploração – agropecuária, caça ou teste em animais” (Artes: Lynda Bell)

“Meu objetivo é inspirar as pessoas a cuidarem dos animais”

“Meu objetivo é inspirar as pessoas a cuidarem dos animais e a lembrarem que são seres sencientes, necessitando de nosso amor, cuidado e proteção. Penso em como seria a Terra se não houvesse crueldade ou exploração – agropecuária, caça ou teste em animais”, explica.

A arte de Lynda, que nos remete de alguma forma à inocência da infância, quando nossos olhos são naturalmente atraídos pela vastidão das cores, tem como missão inspirar bons sentimentos e o desejo de trazer o contexto de suas pinturas para o mundo real.

“Minhas pinturas são histórias nas quais as pessoas são heroínas dos animais, porque elas podem ser exatamente isso na vida real. Espero que minhas pinturas continuem inspirando alegria, enquanto travamos as boas batalhas aqui na Terra”, frisa.

“Espero levar esse sentimento para os outros”

A artista abdicou do consumo de carne ainda na adolescência e depois se tornou vegana, o que logo influenciou sua arte.

“Vejo fotos perturbadoras com frequência e leio coisas que me perturbam, sobre como os animais são tratados no mundo. Como essas coisas às vezes podem me deixar com um sentimento de desesperança, tento fazer o oposto disso por meio da minha arte e espero levar esse sentimento de energia esperançosa para os outros.”

E a esperança em suas pinturas se constrói também a partir das belezas da fantasia, concebida a partir de tons alegres que simbolizam a crença de que com boa vontade os animais que exploramos podem ser livres, transformando fantasia em realidade.

“Crianças podem demonstrar a empatia de que precisamos”

É interessante notar que nas obras de Lynda Bell praticamente não há espaços vazios, o que transmite um caráter de unidade reforçado também pela proximidade entre os personagens – numa simbologia de amor, equilíbrio e conexão. Também se destacam as expressões, os olhares, que compartilham com o espectador um sentimento de candura, cumplicidade e fé.

Segundo Lynda, as crianças normalmente sentem empatia pelos animais, e não nascem com uma necessidade de matá-los ou comê-los, o que costuma mudar na “fase de desenvolvimento”.

“Muitas de minhas pinturas e ilustrações retratam os jovens como heróis para mostrar os efeitos positivos de cuidar dos animais. A criança representa, não apenas nossos jovens humanos, mas também a criança dentro de cada adulto, na idade em que sentimos uma conexão com os animais e valorizamos suas vidas. As crianças podem demonstrar a empatia e compaixão de que todos precisamos para mudar.”

Acompanhe o trabalho de Lynda Bell:

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