Bebê elefante morre durante campanha pela sua liberdade

Visivelmente fraco, Jumbo foi encaminhado a um hospital veterinário na capital Krabi, onde faleceu três dias depois

A iniciativa pela libertação de Jumbo partiu do projeto britânico de defesa dos direitos animais Moving Animals (Foto: DLD)

Um bebê elefante que era usado em apresentações para turistas no Zoológico de Phuket, na Tailândia, faleceu há menos de um mês durante campanha pela sua liberdade.

A iniciativa pela libertação de Jumbo partiu do projeto britânico de defesa dos direitos animais Moving Animals, que constatou que, além da exploração diária do jovem elefante como entretenimento, ele apresentava sinais de desnutrição e exaustão.

No mês passado, já visivelmente fraco, Jumbo foi encaminhado a um hospital veterinário na capital Krabi, onde faleceu três dias depois. “Esse é um fim terrível e trágico para uma vida dolorosamente curta como a de Jumbo”, declarou Amy Jones, do Moving Animals.

E acrescentou: “O zoológico não fez nada até receber críticas internacionais. Sob seus cuidados, esse filhote de elefante quebrou as duas patas traseiras e o zoológico só fez algo a respeito três dias depois. Não consigo imaginar o sofrimento dele nesse período.”

O diretor do zoológico, Pichai Sakunsorn, disse ao The Phuket News que ninguém quer perder algo que ame. “Fizemos o melhor que pudemos para protegê-lo”, alegou. Apesar da morte de Jumbo, as autoridades tailandesas declararam que o zoológico não violou nenhuma lei e que a direção pode adquirir outro animal para substituí-lo.

Segundo Amy, a história de Jumbo deveria servir como lição para que ninguém explore animais como meio de entretenimento ou exposição visando lucro.

Moving Animals disponibiliza e vídeos para ativistas e grupos

Amy Jones e Paul Healey criaram em 2018 o projeto Moving Animals, que fornece gratuitamente fotos e vídeos de conscientização sobre a exploração animal que podem ser utilizadas por ativistas de qualquer parte do mundo.

“Desde então temos testemunhado, documentado e arquivado práticas com animais nas indústrias ao redor do mundo”, informam.

Antes de iniciarem o projeto, eles trabalharam para a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) no Reino Unido, realizando registros da realidade dos animais utilizados como bens de consumo e entretenimento.

“Nosso trabalho pretende destacar que a exploração animal mundial é um círculo obscuro de abusos, atrelado à oferta e demanda, ao dinheiro e a práticas não expostas”, justificam.

O Moving Animals também produz imagens para campanhas de organizações e grupos que necessitam de algum tipo de material específico.

“Fornecemos imagens gratuitas para ativistas e organizações, e também criamos o nosso próprio conteúdo. Ampliando a conscientização sobre o sofrimento dos animais, queremos incentivar as pessoas a se afastarem dessas práticas”, enfatizam.

No site do projeto é possível encontrar imagens já disponibilizadas em pelo menos 12 categorias, o que inclui entretenimento, indústrias de laticínios, ovos e carne, indústria da pesca, exploração de animais como meio de transporte e animais abandonados, entre outras.

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