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Cada vegano deixa de financiar a morte de até 200 animais por ano

“Como vegano, você estará defendendo esses animais e todos os outros animais que sofrem nas fazendas e nos matadouros” (Foto: Embrapa)

Quando uma pessoa reconhece a importância do veganismo e torna-se vegana, ao final de um ano ela terá deixado de financiar a morte de até 200 animais, e isso contabilizando apenas aqueles que são explorados e mortos para fins alimentícios. O número é baseado em uma estimativa da organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA).

“Como vegano, você estará defendendo esses animais e todos os outros animais que sofrem nas fazendas e nos matadouros. Terá a consciência limpa e será capaz de olhá-los nos olhos sem culpa enquanto se compromete em melhorar a vida deles ao mesmo tempo em que melhora a sua”, destaca a entidade.

Mais do que nunca é fácil ser vegano, ainda mais considerando a quantidade de opções, informações e guias que facilitam e muito a transição para o veganismo. Ainda assim, o que muitas pessoas continuam colocando como obstáculo é exatamente a mudança na alimentação em decorrência da primazia do paladar.

Nunca foi tão fácil ser vegano

No entanto, é algo que já não se justifica, considerando que ser vegano está longe de significar uma abstenção de diversidade e sabores. Muito pelo contrário, já que o veganismo estimula até mesmo pessoas que antes nunca cozinharam a se arriscarem na cozinha e a consumirem alimentos que até então nunca experimentaram porque estavam imersas em vícios do paladar e costumes.

Além disso, uma mais fácil identificação de produtos veganos e a crescente oferta de opções veganas, inclusive em restaurantes, assim como o reconhecimento de que é possível ser mais saudável como vegano, se fizermos boas escolhas alimentares, também são fatores que têm aproximado muitas pessoas de uma consciência em que ser vegano já não é visto com estranheza.

E, claro, há muitos alimentos e outros produtos que as pessoas já consumiam que são veganos, ainda que não tenham percebido isso – o que torna injustificável perguntas como “Vegano come o que?” “Acidentalmente, muitos alimentos que as pessoas [não veganas] amam são veganos”, reforça a PETA.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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  • Denominar-se SAUDÁVEL uma alimentação que utiliza pedaços de cadáveres, deveria ser considerada propaganda enganosa, ainda mais em tempos de pandemias. Animais esquartejados nos deveria causar repugnância se não fosse possível causar empatia e compaixão, como ocorre com veganos que sentem a dor deles. Quem parar para refletir antes de levar um naco de carne à boca, deduzirá que não é natural, nem lógico, nem eticamente correto se alimentar de outro ser vivo, apenas porque é de outra espécie, que não a humana. Inútil enxergar sem abrir os olhos mas é o que os não veganos preferem, à abdicar dos itens indigestos e malsãos do seu cardápio carregado de energias negativas do desespero e do medo que o animal sacrificado deixou no corpo que era dele e foi aniquilado contra a vontade, em nome da covardia, do egoísmo e da prepotência humanas, apenas para virar um prato de comida. Não é legal nem faz sentido.

    • CARA SANDRA, os seres humanos são parte da natureza, tal como qualquer animal que é considerado um super predador(aligatores, babuinos verdes, peixes leões, cães pintados africanos) nos apenas fazemos parte desses grupos, com a diferença que o advento da civilização nos trouxe uma forma mais prática de suprir a fome dos enormes grupos humanos(das cidades). OS CRIADOUROS assim nos criamos animais para o consumo, da msm forma que as moscas das flores deixam alguns pulgões para se reproduzirem para que sua prole se alimente deles

  • 👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏 Não sou vegana mas essa começão de carne, incontrolável, acho desnecessária. Criaçao e reprodução para o abate, deveria ter limites. É bárbaro esse comércio.

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