Categorias: NotíciasPolítica

Câmara discute criação do Dia Nacional da Vaquejada

Prática consiste em puxar violentamente o rabo de um boi (Foto: Acervo JB)

Na quarta-feira (20), às 9h, a Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados discute no plenário 15 a criação do Dia Nacional da Vaquejada, a ser “celebrado” no dia 25 de outubro. A audiência é uma solicitação do deputado Bacelar (Podemos-BA) com base no Projeto de Lei 2973/2021, do deputado Fernando Rodolfo (PL-PE).

Para a audiência, além do secretário nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Ministério do Turismo, William França, Bacelar convidou entidades que apoiam ou se beneficiam com a vaquejada, como a Associação Brasileira de Vaquejada e a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha, além de representantes de três haras. Ou seja, ninguém que se opõe à vaquejada foi convidado para debater sobre o assunto.

A prática que consiste em puxar violentamente o rabo de um boi é destacada por Bacelar e Fernando Rodolfo como parte da tradição de muitas comunidades nacionais, especialmente as nordestinas.

“Mister se faz a inclusão no calendário oficial do Brasil, não só como medida de justiça, mas de reconhecimento de uma modalidade que fomenta fortemente a economia”, alega o deputado, usando como justificativa um texto do projeto de lei de Fernando Rodolfo.

Também está tramitando na Câmara o Projeto de Lei 2452/2011, de Efraim Filho (DEM-PB), que visa elevar a vaquejada a atividade desportiva formal. Em maio, a proposta recebeu parecer favorável do deputado Fábio Mitidieri (PSD-SE), relator do PL na Comissão do Esporte (CE).

Outro defensor da vaquejada na Câmara é o deputado Fábio Reis (MDB-SE), autor do Projeto de Lei 3324/2019, criado com a finalidade de conceder à cidade de Lagarto, no Sergipe, o título de “Capital Nacional da Vaquejada” pelo seu potencial como “Disney da Vaquejada”, segundo o próprio autor.

Gosta do trabalho da Vegazeta? Colabore realizando uma doação de qualquer valor clicando no botão abaixo: 

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

2 semanas ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

3 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

4 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

1 mês ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

2 meses ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 meses ago