Candidata vegana ao Parlamento supera rival apoiado por agropecuaristas e se elege na Austrália

“Ao alterar as políticas e as leis que causam danos aos animais, acredito que podemos construir um país que seja gentil e respeitoso com todas as espécies"

Emma, que está envolvida na luta pelos direitos animais há 16 anos, disputou a eleição pelo pequeno Animal Justice Party (Foto: AJP)

Ainda que as últimas notícias que chegam da Austrália não sejam positivas, considerando prisões de ativistas veganos durante protestos e o anúncio do primeiro-ministro Scott Morrison de que o momento é de endurecer as leis contra um “perigoso ativismo vegano que está colocando em risco o sustento de famílias que vivem da criação de animais”, os veganos australianos têm motivos para comemorar.

No mês passado a ativista e fisiculturista vegana Emma Hurst, que também é psicóloga e tem um mestrado na área, foi eleita para ocupar uma das cadeiras da câmara alta do Parlamento da Nova Gales do Sul. Ela derrotou David Leyonhjelm, experiente político apoiado por agropecuaristas e que cumpre mandato como senador.

Emma, que está envolvida na luta pelos direitos animais há 16 anos, disputou a eleição pelo pequeno Animal Justice Party (AJP). Em sua página como candidata ela diz que decidiu concorrer ao Parlamento porque se sente enojada pela forma como o governo australiano permite que as grandes corporações sejam cruéis com os animais simplesmente pelo lucro.

“Ao alterar as políticas e as leis que causam danos aos animais, acredito que podemos construir um país que seja gentil e respeitoso com todas as espécies. Além de fazer lobby por uma defesa mais forte dos animais, também sou apaixonado pelas pessoas e pelo meio ambiente, e acredito na bondade, na não violência e na igualdade para todos”, resume.

Emma agora se junta a Mark Pearson, que também é membro do partido Animal Justice, e foi eleito para o seu segundo mandato na Assembleia Legislativa da Nova Gales do Sul.

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