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CEO do GFI diz que próximo passo é tornar a carne cultivada acessível

Carne de frango desenvolvida em laboratório pela Eat Just começa a ser comercializada no sábado (19) (Foto: Eat Just)

Com a venda da carne cultivada da Eat Just sendo disponibilizada para os consumidores de Singapura no sábado (19), o CEO do Good Food Institute (GFI), Bruce Friedrich, declarou que o próximo passo deve ser elevar os investimentos para que a carne cultivada se torne acessível às massas e gere um impacto positivo, segundo informações do Vegconomist.

Friedrich defende que é preciso investimento dos governos para garantir que a carne livre do abate de animais seja produzida em volumes que a tornarão disponível no mundo todo. “Esse é um poderoso sinal do nosso progresso na jornada para um novo futuro para a carne.”

O CEO do GFI também disse, de acordo com o Vegconomist, que a primeira venda de carne cultivada em laboratório demonstra a viabilidade dessa tecnologia e ressaltou que o governo de Singapura está fazendo o possível para promover “uma melhor maneira de produzir carne”.

Levar carne cultivada às massas exigirá investimento governamental”

“Esse é um grande passo, mas levar carne cultivada para as massas exigirá um investimento governamental significativamente maior. Assim como os governos apoiam a energia renovável e o desenvolvimento de vacinas, os governos deveriam financiar a ciência e a inovação da carne cultivada”, avaliou.

“Quanto mais isso acontecer, mais rápido veremos a carne cultivada produzida em volumes que permitirão que seja vendida em todos os restaurantes do mundo.”

Para Bruce Friedrich, a carne cultivada e à base de vegetais representa uma das soluções mais promissoras da humanidade para enfrentar as mudanças climáticas.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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