Chilenas desenvolvem bioplástico a partir de cascas de nozes

Patricia Olave: "Temos diferentes possibilidades industriais para esse material"

Por enquanto, as fundadoras da Valnux estão priorizando o desenvolvimento de utensílios de cozinha como tábuas de cortar (Fotos: Divulgação)

As engenheiras chilenas Patricia Olave e Natalia Valencia, fundadoras da startup Valnux, estão desenvolvendo bioplástico a partir de cascas de nozes.

As cascas são aproveitadas na produção de um termoplástico biodegradável com propriedades antibacterianas e antimicrobianas. Segundo Patricia e Natalia, isso é possível graças a um composto orgânico chamado juglona, encontrado nas nozes.

Como o Chile é um grande produtor da oleaginosa, elas viram uma oportunidade de aproveitar um material com alto potencial. Afinal, só em 2018, 12 mil toneladas de cascas de nozes foram descartadas no país.

Além disso, o produto oferece uma alternativa sustentável ao uso de plástico, que há muito tempo tem contribuído com a poluição global. Mas, por enquanto, as fundadoras da Valnux estão priorizando a criação de utensílios de cozinha como tábuas de cortar e fruteiras.

No entanto, já preveem o uso do bioplástico como embalagem para alimentos no futuro. “Temos diferentes possibilidades industriais para esse material, mas para [utilizá-lo na indústria de] alimentos é necessário continuar investigando propriedades como a permeabilidade de gases ou a filtragem ultravioleta”, explicou Patricia ao FoodNavigator-LATAM.

A engenheira acrescentou também que para o produto não perder a sua validade ecológica é preciso que o processo todo envolva basicamente componentes naturais.

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