Comitê médico critica incentivo ao consumo de laticínios nos EUA

"As Diretrizes mantêm a promoção de produtos lácteos, que são muito menos saudáveis ​​do que outras fontes de cálcio e aumentam o risco de câncer..."

(Foto: Pixabay)

Esta semana, o Comitê Médico Pela Medicina Responsável (PCRM em inglês) dos EUA voltou a pedir que o governo deixe de incentivar o consumo de laticínios. Desta vez, a oposição veio após o lançamento na terça-feira (29) das novas Diretrizes Dietéticas que valem até 2025 e recomendam três porções de laticínios por dia.

Para o comitê médico, o incentivo a esse consumo é uma irresponsabilidade. “As Diretrizes mantêm a promoção de produtos lácteos, que são muito menos saudáveis ​​do que outras fontes de cálcio e aumentam o risco de câncer de próstata e mama”, argumenta a diretora de educação nutricional do PCRM, Susan Levin.

Pesquisas e riscos apontados 

O comitê cita três estudos que sustentam que o consumo de laticínios pode aumentar o risco de câncer. Um deles, sobre a relação entre consumo de leite e câncer de mama, foi publicado em fevereiro deste ano no periódico Science Daily.

“A alta ingestão de produtos lácteos, incluindo leite integral e com baixo teor de gordura e queijo aumenta o risco de câncer de próstata, de acordo com uma meta-análise de 2015”, frisa o comitê médico.

Outro estudo descobriu que aqueles que consumiram três ou mais porções de laticínios por dia tiveram um risco 141% maior de morte devido ao câncer de próstata em comparação com aqueles que consumiram menos de uma porção. Produtos lácteos com alto e baixo teor de gordura foram associados ao aumento da mortalidade.”

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