Qualquer pesquisa realizada tanto no mercado nacional quanto internacional informa que os bilhões de frangos abatidos anualmente e em escala industrial no mundo todo são mortos com 40 a 45 dias de vida.
Ou seja, em um período de no máximo um mês e meio, um frango é condicionado a alcançar o peso de três quilos, o que é considerado ideal para o abate. Mas será que isso é saudável ou deveria ser visto com bons olhos?
Com o rápido ganho de peso, os animais tendem a sofrer porque seus músculos, ossos e órgãos se desenvolvem muito rápido, afetando a fisiologia das aves e tornando-as desproporcionais. Outros agravantes são distúrbios metabólicos, problemas respiratórios, calcificação e deformação dos ossos. Também não é tão incomum os frangos criados para consumo sofrerem ataques cardíacos.
Outro problema é que nesse sistema de produção, para lidar com os problemas gerados com o rápido desenvolvimento dos animais e com as doenças que surgem em um cenário de superpopulação, usa-se antibióticos, o que é apontado por diversos especialistas, incluindo pesquisadores do Centro de Ação contra a Resistência aos Antibióticos, da Universidade George Washington, dos Estados Unidos, como bastante problemático.
O motivo é que o uso de antibióticos já culminou no surgimento de bactérias multirresistentes, e que têm se adaptado ao organismo de animais e pessoas. Sendo assim, com tal consequência, os antibióticos passam a não ser tão eficazes nem para lidarem com problemas de saúde de animais nem de humanos.
Isso significa que, com o tempo, quem consome carne de animais afetados por bactérias multirresistentes também se torna vulnerável em um possível cenário de surgimento de doenças e ineficácia de antibióticos.
Há uma estimativa de que mais de 131 mil toneladas de antibióticos são utilizadas todos os anos nas cadeias de criação da pecuária mundial, o que gera um lucro de cinco bilhões de dólares para a indústria farmacêutica por ano.
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