Deputado Nelson Barbudo (PSL) quer proibir uso da palavra carne em referência a alimentos de origem vegetal

Barbudo diz que "isso pode criar uma concorrência entre alimentos de origem animal e vegetal"

Segundo Barbudo, a palavra “carne” deve ser exclusivamente reservada a todos os tecidos comestíveis “de espécies de açougue” (Foto: Agência Câmara)

Na última terça-feira, o deputado Nelson Barbudo (PSL-MT) apresentou o projeto de lei 2876/2019, que prevê a proibição do uso da palavra carne em referência a alimentos de origem vegetal.

Segundo Barbudo, a palavra “carne” deve ser exclusivamente reservada a todos os tecidos comestíveis “de espécies de açougue, englobando as massas musculares, com ou sem base óssea, gorduras, miúdos, sangue e vísceras, podendo ser in natura ou processados”.

Por isso o deputado quer proibir o uso da palavra carne em embalagens, rótulos e publicidade de alimentos de origem não animal.

“A terminologia “carne” vem sendo utilizada de maneira equivocada pela grande mídia e pela população, de forma geral, em produtos como ‘carne de laboratório’, feita através de células-tronco de músculos de bovinos, ‘carne’, ‘picadinho’ e ‘filé’ de soja, originalmente a proteína texturizada do grão, ‘carne de jaca’, feita com a própria polpa da fruta (Artocarpus heterophyllus), entre diversos outros exemplos”, reclama Nelson Barbudo.

E acrescenta: “Além de criar uma concorrência dos produtos de origem vegetal com os de origem animal, o consumidor é induzido a crer que, ao adquirir um produto de origem vegetal, está ingerindo alimento similar à carne quando, na verdade, está ingerindo extratos, polpas de frutas e etc., que não possuem o mesmo caráter nutricional.”

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2 COMENTÁRIOS

  1. sem problemas: usamos PROTEÍNA, que chama mais atenção das pessoas, que sempre estao preocupadas com vitaminas e proteínas. Enquanto isso, ao invés de usarmos carne, passamos a falar cadáver!

  2. Saiu do umbral e se juntou ao “capetão”?
    Mas tudo isso indica a preocupação dos exploradores de animais com o crescimento do veganismo.
    Antes ninguém se incomodou com expressões como “leite de rosas”( desodorante); “leite de coco”; leite de aveia”, “planta leitosa”; “carne de caju” (trecho da música de Alceu Valença)…
    Não adianta querer encaixotar as consciências, seus escrotos!
    Aliás, carne é um termo bem impreciso, muitos acham que peixe e frango não são carne. Que tal apresentar um PL denominando as partes de um animal morto como “cadáveres”, “restos mortais”, “defuntos” …

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