Ontem (22), o deputado federal Celso Sabino (PSDB-PA) questionou a Universidade Federal do Pará sobre um comunicado enviado este mês proibindo que animais “errantes” que vivem no campus em Belém sejam alimentados ou recebam assistência médica.
Ele lembrou que professores, alunos e servidores da UFPA criaram há 20 anos o Projeto Peludinhos, que hoje atende centenas de cães e gatos.
“Em todos os anos de existência do projeto, não houve um dia em que os animais não tenham sido alimentados, monitorados e medicados (com prescrição veterinária)”, destacou Sabino, acrescentando que a proibição de atendimento aos animais surge no momento em que está sendo investigado o desaparecimento e suposto extermínio de cães e gatos na UFPA.
“O citado comunicado fere abertamente os princípios éticos e morais que devem nortear a formação da comunidade acadêmica paraense. A medida contraria frontalmente a Constituição Federal e a Lei de Crimes Ambientais, tendo em vista que privar um animal de ser alimentado ou de receber cuidados médicos necessários é ato de maus-tratos e violência direta contra os animais.”
Segundo Celso Sabino, que cobra informações e uma posição do Ministério da Educação por meio do requerimento 1693/2020, é inadmissível que uma universidade federal, que se utiliza de recursos públicos e exerce uma função política e social na formação de centenas de jovens, lance mão de medidas tão retrógradas e violentas contra os animais.
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Em justificativa, a UFPA alega que a medida atende recomendações do Ministério Público Federal.
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