Imagine um chão quente demais. Ninguém consegue pisar lá fora. Pneus dos carros derretem. Ruas lotadas de veículos que já não funcionam. Incêndios – todo dia e toda hora – onde se espera ou não.
Cidades começam a desaparecer e pessoas morrem nas calçadas, nas ruas, com máscaras grudadas no rosto. Todo lugar. Ninguém recolhe. Medo de não voltar. Mais resistentes? Transpiram tanto que as galerias ficam entupidas.
O que já não cai do céu cai do corpo. Quem consegue trabalhar? Como se concentrar? Ar-condicionado existe sim. Utilidade? Nenhuma. Gente com 70 anos não existe. Cães e gatos também. Não se vê um.
Animais silvestres? Domésticos criados para consumo? Falta pouco. Rebanhos e animais de “reprodução” continuam desaparecendo. Aperfeiçoamento genético? Inútil. Plantações? Dizimadas no mundo todo.
Excesso de chuva não – nem de frio. “Chispas invisíveis de fogo” que queimam por onde passam. Fome já mata bilhões e vai matar mais. Carcaças de bovinos, suínos e aves carbonizadas – estátuas transitórias.
Dão apelido de “lembrete”. Qualquer toque e a carne esfarela e fede em formas queimadas e esvaziadas em nutrientes. Bicho que não morre incendiado morre de fome ou de calor. Grandes florestas? Em um mundo de pasto e ração animal, floresta é quintal.
Quanta infertilidade. Inutilidade. Há vegetação nativa sim. São quintais verdes. Logo desaparecem também. Vão derrubar para plantar. Especulação? É grande. Só vai comer quem tem mais a pagar pela oportunidade de não morrer. Quanto você pode oferecer?
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