Aquecimento reduz geleiras às dimensões de 115 mil anos atrás

Pendleton aponta que tanto as geleiras pequenas quanto às grandes estão derretendo mais rapidamente do que em qualquer outro período da história moderna humana (Foto: Universidade do Colorado)

De acordo com um estudo publicado recentemente na revista científica Nature Communications, o aquecimento atmosférico, associado às emissões de gases do efeito estufa, já reduziu geleiras da Ilha de Baffin, a maior do Canadá, às dimensões de 115 mil anos atrás. A conclusão é do cientista do clima da Universidade do Colorado, em Boulder, Simon Pendleton.

O derretimento foi tão severo que expôs fragmentos de plantas que não recebiam luz do sol há pelo menos 40 mil anos. Segundo o estudo, o planeta inteiro está passando por aquecimento desde a Segunda Revolução Industrial.

O que significa que o ser humano começou a liberar grandes quantidades de gases do efeito estufa na atmosfera ainda no século XIX – o que se intensificou ainda mais nas últimas décadas.

E como consequência, o impacto maior do aquecimento acaba sendo em regiões como o Ártico, já que as temperaturas atmosféricas do norte do planeta aumentam muito mais do que em qualquer outra parte do mundo.

Pendleton aponta que tanto as geleiras pequenas quanto às grandes estão derretendo mais rapidamente do que em qualquer outro período da história moderna humana.

Porém, o cientista destaca que não é possível dizer se isso já aconteceu em algum momento da história da humanidade – ou se houve até mesmo um aquecimento maior. No entanto, se aconteceu, provavelmente não está associado às ações humanas como agora.

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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